terça-feira, 9 de outubro de 2012

IPV6

O que é IPV6?

    Como sabemos, o IP é um endereço que cada dispositivo tem que serve para diferenciar uma maquina de outra. Só que com o aumento da população, cresceu também o numero de maquinas conectadas a internet, desta forma os IPs existentes estão acabando.O IPV4 (que é o mesmo que o popular IP) suporta até 4.294.967.296 de endereços de IP e o IPV6 suporta muito mais que isso, podendo ter até 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços disponíveis.

Como funciona? 

    Vamos à um exemplo de endereço IPv6:

2001:0DB8:0000:0000:02AA:00FF:FE28:9C5A/64

    Este exemplo já esta em hexa-decimal. Para melhor visualização do endereço simplificamos ele. Desta forma, o endereço acima ficaria assim:

2001:DB8::2AA:FF:FE28:9C5A/64

    O /64 ao final do endereço, representa a rede do endereço. O que no caso do enredeço acima, significa que '2001:0DB8:0000:0000' esta identificando a rede, e '02AA:00FF:FE28:9C5A' está identificando o host. Quando usamos o /64, significa que temos, dos 128 bits, isso dá um total de 18.446.744.073.709.551.616 redes possíveis. E temos este mesmo numero de hosts para cada rede. O que significa que cada uma das 18.446.744.073.709.551.616 redes pode ter até 18.446.744.073.709.551.616 hosts. Sendo assim numeroso, você pode aumentar ou diminuir o número de redes ou hosts de acordo com sua necessidade.

 O que muda do IPV6 x IPV4 (IP)

    As principais são: 

    • O endereçamento agora tem 16 bytes ao invés de 4
    • Alguns campos que eram obrigatórios no IPv4 se tornaram opcionais no IPv6.
    • Autenticação e segurança agora têm suporte nativo.

     Mas há outras diferenças como:

     • O cabeçalho é mais simples, pois contém somente sete campos, ao contrario do IPv4 que possui treze. Com isso, os roteadores conseguem processar os pacotes com mais rapidez melhorando, assim, o problema de atraso quanto ao processamento.
     • Versão (Version 4 bits) O campo versão é sempre seis para o IPv6 e quatro para o IPv4. Usado para os roteadores identificarem qual o protocolo do pacote.
    • Classe de Tráfego (Traffic Class 8 bits) Serve para identificar se o dado no pacote é de uma mídia contínua, como vídeo ou som, ou se é de outro tipo.
    • Identificação de Fluxo (Flow Label 20 bits) O campo de identificação de fluxo permite a criação de um “pseudocanal de conexão” entre uma fonte e um destino, que possui requerimentos e propriedades particulares. 
    • Tamanho dos Dados (Payload Length 16 bits) O campo de tamanho de dados diz quantos dos bytes do pacote acompanham o cabeçalho. É algo parecido com o campo “tamanho total” do IPv4, mas tem nome diferente porque os bytes do cabeçalho não são mais contados. 
    • Próximo Cabeçalho (Next Header 8 bits) Esse é o campo que permite dizer quais das seis extensões de cabeçalhos estão presentes, caso haja alguma. Foi ele quem permitiu transformar alguns campos do cabeçalho do IPv6 em campos opcionais. 
     • Limite de Saltos (Hop Limit 8 bits) Esse é o campo utilizado para evitar que os pacotes tenham uma vida muito alta. Ele recebe um número, e a cada salto entre roteadores, este é decrementado de uma unidade. O campo equivalente no cabeçalho IPv4 é o campo “tempo de vida”, que determinava quantos segundos o pacote deveria existir.
    • Endereço da fonte (Source Address 128 bits) Identifica o endereço de origem do pacote.
    • Endereço de destino (Destination Address 128 bits) Identifica o endereço de destino do pacote.

Vantagens e desvantagens:

    A vantagem principal é o aumento exponencial do número de endereços IP. Mas ainda há outras, como a escalabilidade e a possibilidade de novos serviços de localização e segurança, baseados na capacidade do V6 de permitir uma conexão permanente - “always-on”.    
    As desvantagens é que ele é menos eficiente ao utilizar a banda disponível, o que pode causar lentidão em sites de rede com menor banda disponível. E como o IPv6 modificou muitas coisas, é necessário fazer com que outros protocolos (como ICMP e DHCP) sejam adaptados para que consigam trabalhar corretamente com esta versão do protocolo. Além de ser necessário reescrever os protocolos, é necessário desenvolver aplicativos que suportem o IPv6. Este atualmente é o maior problema na adoção do IPv6. E também os MTU’s a serem utilizados para a transferência dos dados serão definidos pela origem. Assim, quando se rotear pacotes por rotas diferentes pode-se ter problemas com MTU’s menores o que irá dificultar a utilização de rotas diferentes para cada pacote, como acontece com o IPv4.

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