O que é IPV6?
Como sabemos, o IP é um endereço que cada dispositivo tem que serve para diferenciar uma maquina de outra. Só que com o aumento da população, cresceu também o numero de maquinas conectadas a internet, desta forma os IPs existentes estão acabando.O IPV4 (que é o mesmo que o popular IP) suporta até 4.294.967.296 de endereços de IP e o IPV6 suporta muito mais que isso, podendo ter até 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços disponíveis.
Como funciona?
2001:0DB8:0000:0000:02AA:00FF:FE28:9C5A/64
Este exemplo já esta em hexa-decimal. Para melhor visualização do endereço simplificamos ele. Desta forma, o endereço acima ficaria assim:
2001:DB8::2AA:FF:FE28:9C5A/64
O /64 ao final do endereço, representa a rede do endereço. O que no
caso do enredeço acima, significa que '2001:0DB8:0000:0000' esta
identificando a rede, e '02AA:00FF:FE28:9C5A' está identificando o host. Quando usamos o /64, significa que temos, dos 128 bits, isso dá um total de 18.446.744.073.709.551.616 redes
possíveis. E temos este mesmo numero de hosts para cada rede. O que significa que
cada uma das 18.446.744.073.709.551.616 redes pode ter até
18.446.744.073.709.551.616 hosts. Sendo assim numeroso, você pode
aumentar ou diminuir o número de redes ou hosts de acordo com sua
necessidade.
O que muda do IPV6 x IPV4 (IP)
As principais são:• O endereçamento agora tem 16 bytes ao invés de 4
• Alguns campos que eram obrigatórios no IPv4 se tornaram opcionais no IPv6.
• Autenticação e segurança agora têm suporte nativo.
Mas há outras diferenças como:
• O cabeçalho é mais simples, pois contém somente sete campos, ao contrario do IPv4 que possui treze. Com isso, os roteadores conseguem processar os pacotes com mais rapidez melhorando, assim, o problema de atraso quanto ao processamento.
• O cabeçalho é mais simples, pois contém somente sete campos, ao contrario do IPv4 que possui treze. Com isso, os roteadores conseguem processar os pacotes com mais rapidez melhorando, assim, o problema de atraso quanto ao processamento.
• Versão (Version 4 bits) O campo versão é sempre seis para o IPv6 e quatro
para o IPv4. Usado para os roteadores identificarem qual o protocolo do pacote.
• Classe
de Tráfego (Traffic Class 8 bits) Serve
para identificar se o dado no pacote é de uma mídia contínua,
como vídeo ou som, ou se é de outro tipo.
• Identificação
de Fluxo (Flow Label 20 bits) O campo de identificação
de fluxo permite a criação de um “pseudocanal de conexão”
entre uma fonte e um destino, que possui requerimentos e propriedades particulares.
• Tamanho
dos Dados (Payload Length 16 bits) O campo de tamanho
de dados diz quantos dos bytes do pacote acompanham o cabeçalho. É
algo parecido com o campo “tamanho total” do IPv4, mas tem nome
diferente porque os bytes do cabeçalho não são mais contados.
• Próximo
Cabeçalho (Next Header 8 bits) Esse é
o campo que permite dizer quais das seis extensões de cabeçalhos
estão presentes, caso haja alguma. Foi ele quem permitiu transformar
alguns campos do cabeçalho do IPv6 em campos opcionais.
• Limite
de Saltos (Hop Limit 8 bits) Esse é o campo
utilizado para evitar que os pacotes tenham uma vida muito alta. Ele recebe
um número, e a cada salto entre roteadores, este é decrementado
de uma unidade. O campo equivalente no cabeçalho IPv4 é o campo
“tempo de vida”, que determinava quantos segundos o pacote deveria
existir.
• Endereço da fonte (Source Address 128 bits) Identifica o endereço de origem do pacote.
• Endereço de destino (Destination Address 128 bits) Identifica o endereço de destino do pacote. Vantagens e desvantagens:
A vantagem principal é o aumento exponencial do número de endereços IP. Mas ainda há outras, como a escalabilidade e a possibilidade de novos serviços de localização e segurança, baseados na capacidade do V6 de permitir uma conexão permanente - “always-on”.As desvantagens é que ele é menos eficiente ao utilizar a banda disponível, o que pode causar lentidão em sites de rede com menor banda disponível. E como o IPv6 modificou muitas coisas, é necessário fazer com que outros protocolos (como ICMP e DHCP) sejam adaptados para que consigam trabalhar corretamente com esta versão do protocolo. Além de ser necessário reescrever os protocolos, é necessário desenvolver aplicativos que suportem o IPv6. Este atualmente é o maior problema na adoção do IPv6. E também os MTU’s a serem utilizados para a transferência dos dados serão definidos pela origem. Assim, quando se rotear pacotes por rotas diferentes pode-se ter problemas com MTU’s menores o que irá dificultar a utilização de rotas diferentes para cada pacote, como acontece com o IPv4.
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